Ministra Anielle Franco revela frase chocante da polícia ao chegar ao local onde Marielle foi assassinada
- leonardothurler
- 30 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Julgamento dos acusados pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes começa nesta quarta-feira (30), marcando um dos momentos mais aguardados pela justiça brasileira.

© Valter Campanato/Agência Brasil
Em meio ao início do julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, compartilhou uma memória dolorosa. Em entrevista ao podcast O Assunto (G1), Anielle relembrou a noite do assassinato de sua irmã, em 14 de março de 2018. Ao chegar ao local do crime, onde encontrou o corpo de Marielle, Anielle foi impedida de se aproximar e recebeu uma resposta perturbadora de um policial militar.

Carro metralhado: a vereadora morreu na hora (MARCOS ARCOVERDE/Estadão Conteúdo)
"Pego o carro, saio e vou ao local do crime. Consigo chegar relativamente perto e ver a mão da minha irmã para o lado de fora do carro com o rosto e a cabeça bem desconfigurados. Não me deixam chegar perto", disse Anielle. Em seguida, ao questionar se o crime se tratava de um assalto, a resposta do policial foi chocante: “Não, não está com cara de ter sido um assalto. Também, ela estava falando mal de um monte de gente no Twitter, inclusive da PM.”
O caso Marielle Franco, considerado um dos crimes políticos mais graves e complexos do Brasil, ganha novo fôlego com o julgamento de Lessa e Queiroz, que enfrentam o júri popular no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Acusados de serem executores do crime, os réus foram presos em 2019, e as investigações envolvem uma série de delações e acusações que apontam outros envolvidos, inclusive supostos mandantes.
Delações e a estrutura do crime
Em sua delação premiada, Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, trouxe novas revelações sobre o caso, que incluem suspeitas de participação de figuras influentes, como os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. A investigação aponta para uma possível motivação ligada a interesses de milicianos na zona oeste do Rio, onde Marielle atuava em defesa de direitos fundiários.

Primeiro dia de julgamento e expectativas

Vão a Juri Popular os Ex-policiais Queiros e Lessa do caso Marielle e Anderson é hoje 30/10/2024
O julgamento se inicia com a expectativa de que as sentenças dos réus sejam anunciadas já no dia seguinte, 31 de outubro. No total, nove testemunhas serão ouvidas, sete delas convocadas pelo Ministério Público e duas pela defesa de Lessa. A acusação pretende solicitar penas de 84 anos de prisão para ambos os réus, Lessa e Queiroz, responsáveis por um dos crimes mais impactantes dos últimos tempos.
Família Franco espera por justiça
Após anos de espera e investigações prolongadas, Anielle Franco reforça que a busca pela justiça é um compromisso pessoal e público. A ministra se manifestou sobre o compromisso da nova gestão federal em resolver o caso, destacando a atuação direta da Polícia Federal nas investigações mais recentes, sob orientação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Este é um momento crucial na luta por respostas e punições para um crime que abalou o Brasil e gerou movimentos em defesa dos direitos humanos em todo o mundo. Acompanhe os próximos passos deste julgamento histórico e acesse outras matérias sobre o caso em nosso site para ficar informado.









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