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Crise política continua: Presidente da Coreia do Sul não sofre o impeachment.

  • Foto do escritor: leonardothurler
    leonardothurler
  • 7 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Tentativa de impeachment de Yoon Suk Yeol falha no parlamento após boicote de aliados; protestos crescem nas ruas de Seul.


Manifestantes participam de vigília pela saída de Yook Suk Yeol - (crédito: Jung Yeon-je/AFP)


No último sábado, o parlamento da Coreia do Sul rejeitou a moção de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol, em meio a uma das maiores crises políticas do país. A votação, marcada por um boicote massivo dos parlamentares do partido governista People Power Party (PPP), acontece dias após o polêmico anúncio de Yoon sobre a imposição de lei marcial, medida revertida devido à pressão parlamentar e popular.


Boicote e tensão no parlamento



A oposição, que detém 192 dos 300 assentos na Assembleia Nacional, apresentou a moção de impeachment, mas precisava de 200 votos para sua aprovação. No entanto, o boicote de quase todos os 108 parlamentares do PPP inviabilizou o processo. Apenas três membros do partido votaram, enquanto os demais abandonaram o plenário sob os gritos de “onde vocês estão indo?” e acusações de “cúmplices de insurreição” feitas por opositores.


Woo Won-shik, presidente da Assembleia Nacional, pediu repetidamente aos membros do PPP que retornassem para "proteger a República da Coreia e sua democracia", mas o apelo foi ignorado.


Manifestações nas ruas e apoio dividido



Cerca de 150 mil manifestantes, segundo a polícia, e mais de um milhão, de acordo com os organizadores, protestaram nos arredores do parlamento exigindo o impeachment. Muitos expressaram frustração e desânimo com o desfecho da votação. Jo Ah-gyeong, uma jovem de 30 anos, declarou:


“Mesmo sem o resultado que queríamos hoje, não vou desistir. Continuarei aqui até conseguirmos justiça.”

Por outro lado, milhares de apoiadores de Yoon se reuniram em uma manifestação no centro de Seul, demonstrando que o país está dividido em relação à liderança presidencial.


Presidente sob pressão e críticas crescentes



Antes da votação, Yoon pediu desculpas publicamente pelos eventos tumultuosos. Em um pronunciamento televisionado, afirmou:


“Causar ansiedade e inconveniência ao público foi minha falha. Sinceramente, peço desculpas.”

Apesar do mea culpa, líderes da oposição, como Lee Jae-myung, criticaram a postura do presidente, alegando que suas palavras aumentam a sensação de traição e exigindo sua renúncia imediata. Pesquisas recentes indicam que o apoio a Yoon caiu para apenas 13%, o menor índice desde o início de seu mandato.


Investigações em andamento




As autoridades iniciaram investigações sobre acusações de insurreição envolvendo Yoon e outros membros do governo. Relatos apontam que tropas foram mobilizadas para deter parlamentares, mas resistências dentro do exército podem ter desacelerado as ações. Especialistas acreditam que militares de elite hesitaram ao perceber que estavam envolvidos em uma crise política, e não em uma questão de segurança nacional.


Cenário futuro e impacto internacional


Com Yoon temporariamente suspenso enquanto o Tribunal Constitucional avalia o caso, o destino da liderança sul-coreana permanece incerto. A crise destaca fragilidades institucionais e traz repercussões internacionais, dado o papel estratégico do país no cenário geopolítico global.




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