Flávio Bolsonaro critica investigação da PF sobre plano de assassinato de Lula e Alckmin
- leonardothurler
- 19 de nov. de 2024
- 3 min de leitura
Senador afirma que "pensar em matar não é crime" e questiona operação que prendeu militares suspeitos de conspiração.

O Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), general da reserva Mário Fernandes, ex-assessor do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) e Wladimir Matos Soares, um policial federal - Foto: Reprodução
A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta terça-feira (19), gerou controvérsia após ele criticar a operação da Polícia Federal que investiga um suposto plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. “Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime”, afirmou Flávio em publicação no X (antigo Twitter).
A operação, batizada de Contragolpe, prendeu cinco pessoas, incluindo três militares das Forças Especiais e um policial federal, acusados de planejar os assassinatos como parte de um suposto golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022. O planejamento, chamado de “Punhal Verde e Amarelo”, teria sido elaborado em dezembro daquele ano e incluía o uso de explosivos e veneno, segundo a PF.
Flávio Bolsonaro questiona legalidade da operação
Flávio argumentou que o ato de planejar um crime sem execução não configura tentativa de homicídio. "Para que haja uma tentativa, é preciso que a execução seja interrompida por algum fator externo à vontade dos agentes, o que, aparentemente, não ocorreu", disse o senador. Ele ainda classificou as decisões judiciais que embasaram a operação como “repugnantes e antidemocráticas”.
O parlamentar também mencionou um projeto de lei em tramitação que busca criminalizar atos preparatórios de homicídio envolvendo grupos de três ou mais pessoas, sugerindo que casos como o investigado poderiam ser melhor enquadrados com uma mudança na legislação.
Detalhes do plano e os envolvidos
Entre os presos, destaca-se o general da reserva Mário Fernandes, ex-assessor do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ). De acordo com a investigação, Fernandes teria impresso documentos relacionados ao plano diretamente no Palácio do Planalto. Pazuello, por meio de nota, defendeu a idoneidade do ex-assessor e disse que acredita no esclarecimento do caso.
A PF revelou que o plano incluía monitoramento de Lula, realizado por Wladimir Matos Soares, um policial federal que integrava a equipe de segurança do presidente eleito antes de sua posse. Segundo as investigações, Soares teria compartilhado informações sigilosas sobre a rotina de Lula com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tensão nos bastidores do poder
As mensagens apreendidas pela PF também indicam que o ex-presidente Bolsonaro estava sob pressão de deputados e setores do agronegócio para adotar medidas mais severas contra o governo eleito. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, teria trocado mensagens com o general Marco Antônio Freire Gomes, mencionando um possível golpe de Estado, conforme revelou decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Repercussão política e social
A operação da PF reacendeu debates sobre a polarização política e o uso de discursos inflamados no Brasil. Enquanto apoiadores do governo condenam o plano como uma ameaça direta à democracia, aliados de Bolsonaro, como Flávio, acusam a operação de ter motivações políticas.
Fique informado sobre os desdobramentos desse caso e mais!
Quer saber mais sobre as investigações, bastidores da política brasileira e outros destaques? Assine nossa NewsLatter e acompanhe nossas análises exclusivas. Sua fonte confiável de informações está a apenas um clique! Continue explorando nosso site e descubra o que mais movimenta o país.












Comentários