Coreia do Norte lança míssil intercontinental com recorde de altitude e tempo de voo
- leonardothurler
- 31 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Com teste inédito, projétil atinge 7.000 km de altitude e reforça tensões na Ásia; Estados Unidos e aliados condenam ação norte-coreana.

ARQUIVO: Míssil balístico intercontinental lançado de um local não revelado na Coreia do Norte — Foto: TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo
A Coreia do Norte realizou, na manhã de quinta-feira (31), um teste com um míssil balístico intercontinental (ICBM) que bateu recordes de altitude e tempo de voo, conforme informado pelas autoridades japonesas. De acordo com o governo do Japão, o míssil atingiu uma altura superior a 7.000 km, cobrindo uma distância de aproximadamente 1.000 km antes de cair no Mar do Japão. O lançamento foi registrado às 7h10 no horário local (19h10 de quarta-feira, no horário de Brasília) e provocou novas reações de repúdio por parte dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.
Segundo fontes militares da Coreia do Sul, o míssil foi lançado a partir de uma área próxima a Pyongyang, utilizando uma trajetória voltada para o alto em vez de uma linha direta, prática comum adotada pela Coreia do Norte para evitar o sobrevoo de países vizinhos. Embora o projétil tenha caído no mar sem causar danos, o lançamento é visto como uma demonstração de capacidade avançada do regime de Kim Jong-un, reforçando o alcance de sua tecnologia balística.
Condenação dos Estados Unidos e medidas de resposta
Os Estados Unidos condenaram prontamente o lançamento, declarando que a ação da Coreia do Norte não apresenta uma ameaça direta ao território norte-americano ou a seus aliados na Ásia. No entanto, a resposta ao teste promete ser enérgica, e Washington anunciou o envio de recursos estratégicos para exercícios militares na região, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O governo sul-coreano informou ainda que está compartilhando dados sobre o lançamento com autoridades dos Estados Unidos e Japão, reforçando a cooperação na área de segurança.
Reforço nas restrições à exportação
Em resposta à intensificação dos testes norte-coreanos, a Coreia do Sul divulgou novas restrições sobre exportações de materiais que podem ser utilizados no desenvolvimento de mísseis. A medida abrange 15 itens essenciais para a produção de mísseis de combustível sólido, incluindo fuselagens e tubos de combustão, que a Coreia do Norte não consegue fabricar sem ajuda externa. Segundo o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano, essas restrições visam dificultar o avanço do programa balístico do país vizinho.
Um novo patamar de ameaça
O último teste da Coreia do Norte com um míssil balístico intercontinental havia ocorrido em dezembro de 2023. Na ocasião, o projétil alcançou uma distância de até 15.000 km, colocando em potencial alcance qualquer localidade no território continental dos Estados Unidos. Com o lançamento desta semana, Pyongyang demonstra estar aprimorando suas capacidades tecnológicas, o que amplia as preocupações entre os países da região e desafia a diplomacia internacional.
Impacto nas relações internacionais
A crescente tensão na Ásia gera apreensão entre líderes globais. Especialistas em segurança destacam que os lançamentos recentes da Coreia do Norte complicam as relações e exigem novas abordagens para equilibrar a segurança na região. A resposta da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, focada em sanções e exercícios militares, sinaliza que a pressão internacional sobre o regime de Kim Jong-un pode aumentar, trazendo consequências diretas para o desenvolvimento de sua tecnologia militar.
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