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Empresário Executado no Aeroporto de Guarulhos: PMs que Faziam sua Escolta são Afastados

  • Foto do escritor: leonardothurler
    leonardothurler
  • 9 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura

Antônio Vinicius Gritzbach, delator do PCC, foi morto a tiros no Terminal 2 do aeroporto; policiais que atuavam como seguranças do empresário são investigados


Vinicius Lopes Gritzbach, que foi executado no Aeroporto Internacional de SP. — Foto: Divulgação


Na tarde de sexta-feira (8), Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, empresário e colaborador do Ministério Público de São Paulo, foi morto a tiros no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O empresário, que colaborava em investigações envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi vítima de um atentado quando desembarcava com sua namorada, após uma viagem de Goiás para São Paulo. O ataque, que deixou outras três pessoas feridas, é investigado como uma possível queima de arquivo devido ao seu envolvimento em delações premiadas.


Os responsáveis pelo atentado, segundo testemunhas, chegaram em um veículo Gol preto e realizaram disparos de fuzil contra Gritzbach. O carro foi posteriormente encontrado em uma comunidade próxima ao aeroporto, com munições e um colete à prova de balas no interior. A Polícia Civil, responsável pelo caso, trabalha com a hipótese de execução, considerando o histórico de Vinicius e seu envolvimento em esquemas ligados ao PCC e denúncias de corrupção policial.


Afastamento dos Policiais Envolvidos


A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou o afastamento dos cinco policiais militares que realizavam a escolta de Gritzbach. Os agentes, que deveriam encontrá-lo no aeroporto, foram surpreendidos por uma pane mecânica no carro em que estavam e não conseguiram chegar ao terminal a tempo. Após prestarem depoimento, seus celulares foram apreendidos para análise. Segundo a SSP, tanto a Corregedoria da Polícia Militar quanto a Polícia Civil estão apurando o caso para entender se houve falhas na segurança do empresário e eventuais omissões por parte dos policiais.


Vítima baleada no Aeroporto Internacional de SP. — Foto: Arquivo pessoal do G1


Um Delator em Risco


Nos últimos seis meses, Gritzbach vinha colaborando com o Ministério Público em uma série de investigações sobre esquemas de lavagem de dinheiro e extorsão ligados ao PCC. Ele revelou informações detalhadas sobre movimentações de mais de R$ 30 milhões, oriundos do tráfico de drogas, com operações concentradas na compra e venda de imóveis e postos de gasolina. Além disso, o empresário chegou a relatar envolvimento em um “tribunal do crime” da facção, onde era decidido o destino de membros considerados desleais.


A delação de Gritzbach incluía ainda denúncias contra policiais civis envolvidos em extorsão, aumentando a suspeita de que ele estava em risco. Mesmo assim, o empresário recusou ofertas de segurança feitas pelo Ministério Público, fato que agora será reavaliado à luz do ocorrido.


Possíveis Motivações e Linhas de Investigação


As autoridades trabalham com a hipótese de que a morte de Gritzbach seja uma retaliação ou “queima de arquivo” devido ao conteúdo de sua colaboração com o Ministério Público, o que teria gerado descontentamento entre membros do PCC e outros envolvidos nos esquemas denunciados. Fontes próximas relataram que ele sabia da possibilidade de um atentado e temia por sua segurança.


Além da participação em delações, Vinicius também era acusado de ser mandante de outras execuções, incluindo a de Anselmo Becheli Santa Fausta, o "Cara Preta", um dos principais traficantes do PCC, morto em 2021. As investigações agora focam em descobrir os autores do crime e entender a falha na escolta do empresário.


Próximos Passos


O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e a Delegacia Especializada em Atendimento ao Turismo (DEATUR) estão à frente da investigação e prometem divulgar novos detalhes nas próximas semanas. O Ministério Público de São Paulo declarou que acompanhará de perto o desenrolar das investigações, reforçando seu compromisso com a segurança de delatores e a transparência no combate ao crime organizado.



Acompanhe o caso e fique por dentro de mais notícias sobre segurança pública e justiça em nossa página. Não perca as atualizações e siga acompanhando os desdobramentos de casos que impactam o Brasil.

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