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PF investiga envolvimento de ex-juiz do TSE em relatório contra urnas eletrônicas

  • Foto do escritor: leonardothurler
    leonardothurler
  • 27 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Relatório da Polícia Federal aponta que Sandro Nunes Vieira teria colaborado de forma irregular com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em ataque ao sistema eleitoral.


Carro da Polícia Federal (PF) (Polícia Federal/Divulgação)


A Polícia Federal concluiu um relatório no qual cita o ex-juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandro Nunes Vieira, como um dos colaboradores na elaboração de um documento que questionava a segurança das urnas eletrônicas. O material, produzido pelo Instituto Voto Legal e utilizado pelo Partido Liberal (PL) em uma representação contra o sistema eleitoral, foi posteriormente explorado como parte de um plano golpista.


Mensagens indicam atuação clandestina



Segundo a investigação, mensagens obtidas do celular de Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Jair Bolsonaro, apontam que Sandro Nunes Vieira teria atuado "de forma ilegal e clandestina" ao assessorar o PL na elaboração do relatório. Em uma dessas mensagens, Vieira pede a Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que seu nome não fosse mencionado como colaborador do documento.


Apesar das evidências, Vieira não figura entre os 37 indiciados no inquérito da PF. No entanto, o relatório reforça que o magistrado tentou ocultar seu envolvimento. Arquivos extraídos do celular de Marcelo Câmara mostram uma comunicação direta entre Vieira e Costa Neto, ocorrida após o presidente do PL citar o juiz em uma entrevista.


Posicionamento de Sandro Vieira



Após a repercussão do caso, Vieira emitiu uma nota negando qualquer vínculo com Valdemar Costa Neto ou participação na elaboração do relatório. “Nunca tive contato pessoal com o Presidente do Partido Liberal. Como juiz, não emito opiniões públicas ou juízos de valor sobre processos de conotação política”, afirmou na nota.


O ex-juiz atuou no TSE de 2019 a agosto de 2022, incluindo como auxiliar do então presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, em 2021. Ele também integrou, em 2020, o Programa de Enfrentamento à Desinformação, promovido pela Justiça Eleitoral para combater notícias falsas relacionadas às eleições.


O impacto da investigação


A descoberta do envolvimento de figuras-chave em instituições públicas lança luz sobre o grau de articulação entre membros do governo e setores da sociedade para atacar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. A atuação de Vieira no caso levanta questionamentos sobre possíveis violações de sua conduta enquanto juiz federal vinculado ao TRF4.



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