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Após Condenação de Assassinos de Marielle, STF Agora Julgará Supostos Mandantes do Crime

  • Foto do escritor: leonardothurler
    leonardothurler
  • 1 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura

Famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes continuam a busca por justiça, mirando na responsabilização dos mentores intelectuais.


Mariele Franco e anderson Silva - Arte: Fato Notícias


Após mais de seis anos de espera, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No entanto, o desfecho do julgamento não encerra a luta das famílias das vítimas, que agora focam no Supremo Tribunal Federal (STF) para que os supostos mandantes do crime sejam levados à Justiça. No centro das investigações estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, apontados como mentores do homicídio brutal que abalou o Brasil e ganhou atenção internacional.


Sentença, Emoção e o Clamor por Justiça


Na leitura da sentença no último dia 31, Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão, e Queiroz a 59 anos e 8 meses. As penas, que incluem indenizações às famílias, foram recebidas com alívio e emoção pelos parentes, mas sem esquecer do próximo passo: a responsabilização dos mandantes. "Não acaba aqui", afirmou Antônio da Silva Neto, pai de Marielle. "Ainda queremos saber quando os mandantes serão condenados."


A viúva de Anderson Gomes, Ágatha Arnaus, e a ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, também expressaram a importância de dar continuidade ao processo judicial. Ambas destacaram que os próximos réus a serem julgados incluem ex-parlamentares e autoridades de alto escalão, reforçando o apelo por uma justiça que alcance todos os envolvidos, independente de status social ou posição de poder.


A Prisão dos Acusados e as Próximas Etapas


Lessa e Queiroz, ambos ex-policiais militares, foram condenados não apenas por homicídio qualificado, mas também por tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora que sobreviveu ao ataque. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público destacam o uso de emboscada e a premeditação dos assassinatos, com indícios de um esquema envolvendo milícias e disputas de poder no Rio de Janeiro.


Agora, a família das vítimas e a sociedade aguardam o julgamento dos possíveis mandantes no STF. Chiquinho e Domingos Brazão, ex-deputados estaduais, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de polícia, são os próximos nomes em destaque no caso, que segue sob a atenção do país. A expectativa é de que, com o apoio da delação premiada de Lessa, sejam revelados mais detalhes sobre o envolvimento de altas figuras no crime.


O Julgamento do caso Marielle Franco e Anderson Silva terminou com condenações de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz (Foto: Bruno Dantas/TJRJ) - Foto: Pablo Porciuncula/AFP


Justiça e Memória


Além da luta por justiça, o caso também marca a memória política e social do Brasil. A condenação dos executores é um passo significativo, mas as famílias e movimentos de direitos humanos reforçam a necessidade de manter o foco na responsabilização dos mandantes. A filha de Marielle, Luyara Franco, falou em nome dos familiares, afirmando que a perseverança os trouxe até aqui e que continuarão buscando a justiça completa. "Hoje é só o começo de uma luta maior. Queremos lembrar e honrar a democracia que Marielle defendia e garantir que esse caso se torne um marco para o sistema judiciário brasileiro", declarou.


Continue Informado e Contribua para a Justiça


O caso Marielle Franco permanece vivo na memória de milhões de brasileiros, que clamam por justiça e por um Brasil onde crimes de motivação política sejam investigados e punidos em toda a sua extensão.

Quer saber mais sobre o caso e as próximas etapas? Acompanhe nossa cobertura completa e mantenha-se informado sobre a busca por justiça que ainda se desenrola.

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