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Venezuela e Colômbia Aquecem Economia com Relações Retomadas

Foto do escritor: leonardothurler
leonardothurler
15 de out. de 2024
2 min de leitura

Dois anos após reabertura diplomática, comércio e fronteiras entre os países voltam a florescer


Foto: Divulgação/Nicolás Maduro


Dois anos após a retomada das relações diplomáticas entre Venezuela e Colômbia, os efeitos positivos já são sentidos nas duas economias. Após um período de três anos de ruptura, que durou durante o governo de Iván Duque, a reaproximação, impulsionada pela posse do presidente colombiano Gustavo Petro em 2022, trouxe benefícios comerciais e sociais significativos, além de facilitar o trânsito de pessoas na extensa fronteira que une os dois países.


Relações comerciais retomadas


Antes do rompimento, a Colômbia exportava bilhões de dólares para a Venezuela. No entanto, em 2021, as exportações caíram para apenas US$ 331 milhões, menos de 5% do valor registrado em 2008, quando alcançaram US$ 6 bilhões. Após a reabertura das relações, os números começaram a crescer novamente. Só nos primeiros sete meses de 2024, as exportações colombianas para a Venezuela atingiram US$ 526 milhões, mostrando uma clara recuperação.


A Venezuela, por sua vez, também experimenta um crescimento no comércio com a Colômbia. As exportações venezuelanas para o país vizinho chegaram a US$ 1,4 bilhão em 2006, mas caíram drasticamente para apenas US$ 20 milhões em 2020. Em 2024, o comércio está gradualmente se recuperando, com vendas de US$ 74 milhões de janeiro a julho, e a expectativa é de que esse número chegue a US$ 1 bilhão até o final do ano.


Estrutura produtiva e desafios


O comércio entre os dois países é impulsionado por diferentes forças econômicas. A Colômbia tem uma indústria mais diversificada, exportando produtos como maquinário, agroindústria e produtos químicos. Já a Venezuela tem sua economia fortemente pautada no petróleo e gás. Segundo o professor Javier Sanchez, da Universidade de Antioquia, essa estrutura produtiva sempre determinou o equilíbrio comercial entre as nações, mas as sanções dos Estados Unidos à Venezuela ainda limitam o potencial de crescimento desse comércio.


Impactos sociais e reabertura das fronteiras


Além do comércio, a retomada das relações diplomáticas facilitou a reabertura de consulados e embaixadas. A reativação dessas representações é crucial para a regularização de documentos de migrantes, evitando que venezuelanos e colombianos que atravessam a fronteira de forma irregular fiquem sem status legal. A Colômbia, por exemplo, abriga mais de 2,8 milhões de venezuelanos, enquanto a Venezuela é lar de mais de 4 milhões de colombianos.


A reabertura das fronteiras também trouxe benefícios no transporte e comunicação entre os dois países. A ligação entre cidades como San Cristóbal, na Venezuela, e Cúcuta, na Colômbia, foi reestabelecida, facilitando o deslocamento de trabalhadores e familiares entre os países.


Um novo ciclo de cooperação


A relação entre Venezuela e Colômbia, marcada por altos e baixos ao longo das últimas décadas, está entrando em uma nova fase de cooperação. A afinidade política entre Petro e Nicolás Maduro contribuiu para essa reaproximação, e a expectativa é que os laços econômicos e sociais continuem se fortalecendo, à medida que os países busquem superar desafios como as sanções internacionais e as diferenças estruturais de suas economias.


Em suma, a retomada das relações entre Venezuela e Colômbia não só reaqueceu o comércio, mas também proporcionou avanços sociais importantes, especialmente para as populações que vivem nos dois lados da fronteira. Mesmo com desafios ainda presentes, os próximos anos prometem trazer novas oportunidades para ambos os países.

 
 
 

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