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Marido de Diretora é Acusado de Espionar Meninas em Banheiro de Escola em Campo Grande

Foto do escritor: leonardothurler
leonardothurler
24 de out. de 2024
3 min de leitura

Mães e professoras denunciam comportamento suspeito e acusam homem de ter livre acesso à escola; Semed já foi acionada.


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Imagem Ilustrativa - Pixabay


Um grupo de mães, professoras e alunas de uma escola municipal em Campo Grande (MS) se uniu para denunciar o comportamento inadequado do marido da diretora, que estaria utilizando o acesso privilegiado à instituição para espiar meninas em situações de vulnerabilidade, como durante a troca de roupas no banheiro. O caso, que já chegou à Secretaria Municipal de Educação (Semed), tem gerado grande repercussão e mobilizado a comunidade escolar.


Denúncias de Acesso Indevido e Espionagem


As denúncias apontam que o homem, casado com a atual diretora da escola, tem livre circulação pelas dependências da instituição, o que vai contra as normas de segurança da rede municipal. Diferente dos outros pais, que só podem entrar na escola para buscar ou deixar os filhos, ele teria acesso irrestrito, participando de reuniões e circulando em áreas restritas, como cozinhas e corredores.


De acordo com relatos, a situação mais grave ocorreu nas aulas de balé, oferecidas após o horário regular de aula. As alunas, que têm entre 6 e 12 anos, relataram à professora de balé que o homem frequentemente estava próximo ao banheiro onde elas se trocavam, observando as meninas durante o processo.


Professora Demitida e Reação das Mães


A primeira pessoa a ser informada das queixas das meninas foi a professora de balé, que levou as reclamações à direção. No entanto, poucos dias após relatar o problema, a professora foi demitida, aumentando a desconfiança de que o assunto estaria sendo abafado pela gestão escolar. A demissão gerou indignação entre as mães, que passaram a buscar respostas tanto com a direção quanto com a Semed.


Muitas mães se sentiram acuadas e temeram represálias, mas um grupo mais coeso decidiu denunciar a situação à imprensa. Elas apresentaram vídeos e fotos que mostram o homem circulando livremente pela escola, sem supervisão.


Reação da Semed e Medidas Tomadas


Em julho de 2024, as mães se reuniram com representantes da Superintendência de Gestão e Normas (Sugenor) da Semed. Em ata de uma reunião realizada no dia 12 de julho, a superintendente Clarice de Oliveira Cassol e a chefe da divisão de acompanhamento escolar, Mônica Cristina Silvano, prometeram investigar o caso e orientar a diretora sobre o comportamento inadequado do marido.


No entanto, apesar das promessas, o problema parece ter persistido, levando as mães a continuar pressionando por uma solução. Em nota, a Semed informou que as orientações à diretora foram feitas e que o caso foi encaminhado à Assistência Jurídica (AJUR) para a devida apuração e possíveis medidas administrativas.


A secretaria também destacou que não compactua com qualquer comportamento inadequado em suas unidades e que está tomando todas as providências cabíveis.


A Resposta da Diretora


Em resposta às acusações, a diretora da escola afirmou que o marido não tem livre acesso à instituição e que as vezes em que ele esteve no local foram pontuais, relacionadas à filha que estuda na escola. Sobre a denúncia de que ele teria espionado meninas trocando de roupa, ela disse que houve apenas um episódio no início do ano, quando ele teria entrado no banheiro feminino para buscar a filha que "estava demorando muito".


Ainda segundo a diretora, a situação foi tratada de forma adequada e não há qualquer irregularidade quanto à permanência do marido na escola.


Preocupações com a Segurança


O caso levanta sérias preocupações sobre a segurança das alunas e o cumprimento das regras de acesso nas escolas públicas. A insistência das mães em trazer o caso à tona reflete o receio de que a situação possa se agravar, caso medidas mais rigorosas não sejam adotadas. As famílias continuam aguardando uma resposta definitiva da Semed e esperam que a investigação leve à garantia de um ambiente escolar seguro para todas as crianças.


Enquanto isso, as denúncias continuam sendo acompanhadas pela imprensa e pela comunidade, que cobram maior transparência e ações efetivas para solucionar o problema.

 
 
 

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