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Em operação no RJ, Forças de segurança prendem membros da “Caixinha” do Comando Vermelho

  • Foto do escritor: leonardothurler
    leonardothurler
  • 15 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Ação nos complexos do Alemão e da Penha mobiliza policiais, blindados e retroescavadeiras; tráfico impõe barricadas e provoca confronto armado.


Carro é incendiado durante operação no Complexo da Penha — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Carro é incendiado durante operação no Complexo da Penha — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Nesta quarta-feira (15), as forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram mais uma fase da Operação Torniquete, que tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho, conhecido como "Caixinha". Até o momento, sete suspeitos foram presos, incluindo integrantes diretamente ligados à movimentação de recursos ilícitos da facção. Entre as áreas-alvo estão os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, palco de intensos confrontos durante a operação.


Os traficantes tentaram barrar o avanço das forças de segurança, erguendo barricadas e despejando óleo nas vias para dificultar a passagem dos blindados. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu quando um Caveirão derrapou em uma ladeira no Alemão, atingindo veículos estacionados e quase atropelando um pedestre. Para romper obstáculos improvisados, como trilhos de trem usados como cancelas, policiais mobilizaram retroescavadeiras e utilizaram maçaricos.


Impactos à população e denúncias


Corajosas ou acostumadas com a rotina? Moradores do Complexo do Alemão, na Penha, sofrem com a guerra do tráfico. — Foto: Reprodução/TV Globo
Corajosas ou acostumadas com a rotina? Moradores do Complexo do Alemão, na Penha, sofrem com a guerra do tráfico. — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores das comunidades relataram tiroteios intensos, invasões de residências e revistas de celulares sem mandado judicial. Algumas áreas ficaram completamente isoladas devido ao fechamento de importantes vias, como a Estrada do Itararé e a Avenida Itaóca. Além disso, o funcionamento de clínicas da família foi suspenso por questões de segurança, e linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados.


Doca, o alvo principal



O principal objetivo da operação é a prisão de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, líder de um braço militar da facção e acusado de uma série de crimes, como assassinatos, sequestros e invasões de comunidades. Segundo a Secretaria de Segurança, Doca administra a movimentação de mais de R$ 21 milhões em recursos provenientes de atividades ilícitas, incluindo extorsão e roubo de cargas.


Esquema sofisticado de lavagem de dinheiro



Com o suporte do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, as investigações revelaram um esquema financeiro detalhado, que incluiu mais de 5 mil transações bancárias rastreadas. Mandados de prisão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e em outros estados, como Bahia e Paraíba. Apesar de rumores de vazamento sobre a operação, autoridades afirmaram que a ação segue dentro do esperado.


Chamada à ação


Acompanhe o desenrolar desta e de outras operações no Rio de Janeiro em nosso site. Leia mais sobre os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado e conheça histórias de quem vive sob a sombra do tráfico. Fique por dentro!



 
 
 

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