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Datafolha revela rejeição a Ramagem e Paes nas eleições municipais do Rio de Janeiro

Foto do escritor: leonardothurler
leonardothurler
3 de out. de 2024
3 min de leitura

Pesquisa aponta 36% de rejeição a Ramagem e 21% a Eduardo Paes; Tarcísio Motta também registra aumento na taxa de rejeição.


Tânia Rêgo/Agência Brasil; Marcos Oliveira/Agência Senado; Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


Uma nova pesquisa do Datafolha divulgada recentemente trouxe um panorama atualizado sobre as intenções de voto e as taxas de rejeição dos principais candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2024. O levantamento revela que André Ramagem (PL) lidera a rejeição entre os eleitores cariocas, com 36% dos entrevistados afirmando que não votariam no candidato "de jeito nenhum". Já o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD), aparece com uma taxa de rejeição menor, de 21%.


A pesquisa também trouxe dados sobre o desempenho de Tarcísio Motta (PSOL), cuja rejeição subiu de 22% para 27%, indicando um leve aumento na resistência ao candidato entre os eleitores. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.


Rejeição como fator determinante



Gráfico Rejeição Para Prefeitura do Rio de Janeiro em eleição 2024 - Imagem IA ChatGpt


A rejeição é um fator crucial nas eleições, uma vez que indica a parcela do eleitorado que está decidida a não votar em determinado candidato, independentemente de sua posição nas intenções de voto. No caso de André Ramagem, que enfrenta a maior rejeição entre os principais candidatos, a taxa de 36% reflete um grande desafio em sua campanha. Para se tornar competitivo, Ramagem precisará reverter essa percepção negativa junto aos eleitores.


Por outro lado, Eduardo Paes, que busca a reeleição, tem uma rejeição significativamente mais baixa, o que pode fortalecer sua campanha. O atual prefeito ainda se mantém como um dos candidatos favoritos, segundo as pesquisas de intenção de voto, e a menor rejeição pode ser um trunfo em um cenário de segundo turno.

Já o aumento na rejeição de Tarcísio Motta é um ponto de atenção para sua campanha. O candidato do PSOL vem ganhando notoriedade entre os eleitores progressistas, mas a resistência de parte do eleitorado pode prejudicar seu desempenho nas urnas, especialmente em um possível segundo turno.


Cenário eleitoral incerto


O cenário eleitoral no Rio de Janeiro permanece indefinido, com diversos fatores em jogo que podem influenciar o resultado final. Além da rejeição, as intenções de voto dos eleitores variam conforme a evolução das campanhas, o desempenho dos candidatos nos debates e as propostas apresentadas. Com a campanha eleitoral ganhando força nos próximos meses, é provável que o quadro mude à medida que os eleitores se aprofundem nas plataformas de cada candidato.


No entanto, as taxas de rejeição já indicam um certo desgaste entre alguns dos principais nomes, o que pode abrir espaço para candidatos menos conhecidos ou com menos rejeição crescerem nas intenções de voto.


Margem de erro e metodologia


A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, e entrevistou 1.500 eleitores da cidade do Rio de Janeiro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Isso significa que, dentro desse intervalo, os resultados refletem a opinião da maioria dos eleitores cariocas neste período.


A pesquisa ainda será atualizada nos próximos dias, e o cenário pode mudar conforme as campanhas se intensifiquem e os eleitores tenham mais contato com as propostas e os candidatos. O levantamento também mediu a intenção de voto, mas os números de rejeição são especialmente relevantes, pois indicam as dificuldades que cada candidato enfrentará para conquistar novos apoios.


A alta taxa de rejeição de André Ramagem é um sinal de alerta para sua campanha, que precisará buscar estratégias para reduzir esse índice e ganhar a confiança dos eleitores. Eduardo Paes, com uma rejeição bem mais baixa, entra com vantagem, mas precisa manter esse cenário para seguir competitivo. Já Tarcísio Motta precisa ficar atento ao crescimento da rejeição, que pode impactar sua campanha nas próximas fases.

O cenário eleitoral carioca está apenas começando a se desenhar, e os números de rejeição são um indicativo importante das preferências e das resistências do eleitorado, que seguirá acompanhando de perto os desdobramentos da corrida pela prefeitura.

 
 
 

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