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Cúpula do BRICS 2024: Ucrânia Fora da Agenda, Diz Ministro Brasileiro

Foto do escritor: leonardothurler
leonardothurler
21 de out. de 2024
2 min de leitura

Ministro Mauro Vieira esclarece que o conflito na Ucrânia não será tema de discussão, com a cúpula do BRICS focando em cooperação e expansão do bloco.


© Valter Campanato/ Agência Brasil


A 16ª Cúpula do BRICS, realizada de 22 a 24 de outubro na Rússia, não abordará o conflito na Ucrânia, de acordo com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Ao chegar na Rússia, Vieira destacou que o foco da agenda está na cooperação entre os países membros do BRICS—Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul—e nas discussões sobre a possível expansão do grupo.


O ministro sublinhou que o objetivo principal é fortalecer as parcerias e integrar novos países ao bloco. Cerca de 30 nações manifestaram interesse em se juntar ao BRICS, e a cúpula irá discutir os critérios para a inclusão de novos membros associados.


Foco na Expansão do BRICS e Instituições Financeiras Alternativas


Um dos principais tópicos desta cúpula será a inclusão de novos membros associados, com países como a Venezuela possivelmente sendo considerados. A cúpula também abordará estratégias financeiras para reduzir a dependência do dólar no comércio entre as nações do BRICS, além de fortalecer instituições financeiras alternativas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial.


O Brasil está sendo representado por Mauro Vieira após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser aconselhado por médicos a evitar viagens longas após um acidente doméstico. Esta cúpula também marca a primeira participação dos novos membros plenos, como Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia.


Com o BRICS agora representando 36% do PIB global e 42% da população mundial, o crescente bloco continua a desafiar a hegemonia econômica liderada pelo Ocidente.


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