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Candidato à presidência da OAB-DF critica falta de democracia na instituição

Foto do escritor: leonardothurler
leonardothurler
16 de out. de 2024
2 min de leitura

Everardo Gueiros, ex-desembargador eleitoral, lança chapa dissidente e questiona decisões tomadas sem consulta aos advogados.


Everardo Gueiros, ex-desembargador eleitoral, lança chapa dissidente e questiona decisões tomadas sem consulta aos advogados. Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília


O advogado e ex-desembargador eleitoral Everardo Gueiros, candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Distrito Federal (OAB-DF), expressou severas críticas à falta de participação democrática dentro da instituição. Em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, Gueiros afirmou que a advocacia tem sido deixada de lado em decisões cruciais e que a falta de diálogo tem prejudicado a categoria.


Decisões sem consulta à advocacia


Gueiros destacou que a OAB, especialmente em sua estrutura federal, adota um sistema de eleição indireta para a escolha do presidente do Conselho Federal, o que, segundo ele, afasta os advogados da base das decisões mais importantes da entidade. “A advocacia não está sendo ouvida. Decisões, como a implementação de sistemas como o Processo Judicial Eletrônico (PJe), que impactam diretamente o nosso dia a dia, foram tomadas sem qualquer consulta à classe. A OAB deveria ser a voz dos advogados, mas tem permanecido em silêncio”, afirmou.


Nova chapa e ruptura com antigos aliados


O candidato também mencionou sua ruptura com o grupo político ao qual pertencia, liderado pelo criminalista Cléber Lopes, que deve concorrer à presidência da OAB-DF. Gueiros justificou a criação de uma nova chapa como resultado da insatisfação com a postura da Ordem diante de temas que afetam diretamente os direitos e prerrogativas dos advogados. Segundo ele, é fundamental que a OAB volte a ser uma instituição ativa, que defenda não só os interesses da classe, mas também o Estado Democrático de Direito.


O papel social da OAB


Durante a entrevista, Gueiros ressaltou que a OAB tem um papel social que vai além da defesa dos advogados. Ele acredita que a entidade deve atuar também em questões nacionais, principalmente aquelas que envolvem a defesa da democracia e o cumprimento das leis. “A OAB não pode ser apenas um cartório de registro para advogados. Tem o dever de se posicionar em momentos de crise institucional, como está previsto em sua legislação. A ausência desse papel é um desrespeito à própria função da Ordem”, pontuou.


Um futuro mais participativo


A candidatura de Everardo Gueiros traz à tona um debate sobre a governança interna da OAB e a necessidade de maior representatividade nas decisões que afetam diretamente os advogados. Ele defende que sua chapa dissidente tem como prioridade a democratização das escolhas dentro da entidade, devolvendo à advocacia a voz que, segundo ele, foi perdida nos últimos anos. O objetivo é resgatar o papel ativo da OAB, tanto em nível local quanto nacional.


A eleição para a presidência da OAB-DF promete ser um momento decisivo, com discussões sobre o futuro da advocacia e o fortalecimento da participação democrática dentro da Ordem.

 
 
 

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